Nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, o dólar comercial operou em alta na faixa de R$ 5,20 após abrir em queda. O mercado financeiro global e o Ibovespa acompanham com cautela os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que influenciam as taxas de juros do Federal Reserve e afetam moedas emergentes.
O mercado financeiro iniciou as negociações desta sexta-feira (26) sob clima de cautela. Após registrar queda na abertura do pregão, a moeda norte-americana mudou de trajetória e passou a operar em alta, sendo cotada na faixa de R$ 5,18 até se aproximar do patamar de R$ 5,20 ao longo da manhã.
O movimento de valorização ocorre em meio à expectativa pela publicação de dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Esses relatórios são vitais para balizar as futuras decisões de política monetária do Federal Reserve, o banco central norte-americano, que estuda o momento adequado para eventuais cortes nas taxas de juros.
Impactos na economia e atenção às commodities
A consolidação de um mercado de trabalho aquecido nos EUA aumenta a percepção de que os juros americanos continuarão elevados por um período mais longo. Essa conjuntura fortalece o dólar globalmente e diminui a migração de capitais para economias emergentes, como a brasileira. No pregão anterior, o dólar havia fechado em queda de 0,44%, a R$ 5,1773, enquanto o Ibovespa avançara 0,87%, aos 171.990 pontos.
Com o início dos negócios na bolsa nacional às 10h, os investidores locais também analisam a cotação internacional de commodities de peso, como petróleo e minério de ferro. O comportamento do câmbio é acompanhado com atenção no Norte de Minas Gerais, pois afeta diretamente os custos operacionais da cadeia produtiva do agronegócio e a precificação de produtos para exportação.