Na sexta-feira, 5 de junho de 2026, o dólar subiu 1,78% no Brasil e encerrou cotado a R$ 5,1572, o maior nível em dois meses. O avanço ocorreu após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que indicaram economia aquecida e reforçaram expectativas de juros elevados pelo Federal Reserve.
A moeda norte-americana registrou uma forte disparada nesta sexta-feira (5) e fechou negociada a R$ 5,1572, em alta de 1,78%. O resultado representa o maior valor de encerramento registrado pelo câmbio no Brasil nos últimos dois meses, impulsionado por indicadores econômicos vindos dos Estados Unidos.
Emprego nos EUA fortalece moeda americana
A reação do mercado financeiro global ocorreu após o relatório do mercado de trabalho norte-americano revelar a criação de 172 mil postos de trabalho em maio de 2026, número acima das previsões iniciais dos analistas. Além disso, a taxa de desemprego nos EUA permaneceu estável em 4,3%, com revisões para cima nos dados dos meses de março e abril.
O aquecimento da economia dos Estados Unidos reforçou a avaliação de investidores de que o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, terá menos margem para cortar a taxa de juros ao longo deste ano. Com juros mais elevados no mercado americano, os títulos do Tesouro dos EUA atraíram recursos globais, pressionando moedas de países emergentes, como o real brasileiro.
Impactos no petróleo e balanço semanal
Sem grandes divulgações econômicas no cenário doméstico brasileiro no dia, o mercado local acompanhou a tendência internacional. O movimento de valorização do dólar e as perspectivas de juros altos nos EUA também pressionaram as cotações internacionais do petróleo, que fecharam a sessão em queda, com o barril do WTI cotado a US$ 90,54 e o Brent a US$ 93,09.
Apesar da forte alta registrada no dia e da valorização acumulada de 2,27% na primeira semana de junho, o dólar ainda contabiliza uma depreciação de 6,04% frente à moeda brasileira no acumulado do ano de 2026. A instabilidade internacional, contudo, mantém o alerta sobre os preços de insumos importados em todo o país.